Tudo junto, mas separado!

Atualizado: 16 de mar. de 2021

Você já parou pensar sobre a importância da classificação para a aprendizagem da Matemática?




Desde a mais tenra idade, a criança vivencia diversas situações em que a classificação se faz necessária.


Quando, por exemplo, as gavetas do seu guarda-roupa são organizadas por calças e camisetas; as prateleiras do armário da cozinha são separadas em panelas e vasilhas; ou ainda, quando organizam os seus brinquedos por cor e tamanho as crianças estão lidando com a necessidade e a importância de classificar.

 

Classificar consiste em identificar diferenças e semelhanças e definir critérios para formar grupos ou categorias.


 

Além de sua utilidade prática, a classificação tem papel importante na construção de diversos conceitos matemáticos, especialmente números, figuras geométricas e medidas.


A classificação requer do sujeito a capacidade de identificar características comuns ou estabelecer critérios para separar e agrupar objetos, pessoas, fatos ou ideias em classes, categorias ou grupos. O processo de classificação, por sua vez, envolve a coordenação de aspectos qualitativos (semelhanças e diferenças) e quantitativos (quantos grupos e subgrupos e quantidade de objetos por grupos).


Uma criança que não possui essas noções básicas de classificação, pode afirmar, por exemplo, que há mais cachorros do que animais, pois não compreende a relação de inclusão entre a qualidade de um grupo maior (animais) com o seu subgrupo (cachorros).

Por meio de uma postura investigativa e problematizadora é importante que o professor da Educação Infantil estimule a observação criteriosa das crianças, estimulando-as não somente a identificar as características dos objetos, mas também a organizá-los por grupos e subgrupos a partir de critérios próprios.


Além das atividades práticas do cotidiano, algumas questões norteadoras, podem contribuir para a intervenção desse processo, como:


  1. O que os objetos têm de parecido?

  2. O que os objetos têm que diferem um do outro?

  3. O que faz um objeto ser diferente ou igual ao outro?

  4. Como podemos organizar esses objetos por grupos?

  5. E se organizarmos por cores? E por tamanho? E por forma, também é possível?


Enfim, são inúmeros os questionamentos possíveis para conduzir o olhar criterioso das crianças rumo à classificação.


E você Pedagogo (a)?

Já pensou em trabalhar ou já abordou a classificação com as crianças da Educação Infantil?

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Abraços virtuais,

Janaina Pinheiro Vece.


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Referências:

KAMII, Constance. A criança e o número: implicações educacionais da teoria de Piaget para a atuação de escolares de 4 a 6 anos. Tradução: Regina A. de Assis. – 39ª ed. – Campinas, SP: Papirus, 2012.



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